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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

MUITO DIFERENTE DA SITUAÇÃO NACIONAL O PT MUNICIPAL VOLTA AOS TRILHOS E CAMINHA PARA UM NOVO PROJETO



*Por Wellington JK

Depois de muita agitação das massas no processo eleitoral do primeiro turno, voltamos as linhas deste, para dar uma importante informação dos bastidores da política municipal.



Que as bases do ainda prefeito começou a desmoronar - se, já não é mais nenhuma novidade. Após a derrota da deputada estadual Terezinha Nunes, do senador Jarbas e do agora ex-senador Marco Maciel. Flávio inegavelmente encontra-se em um verdadeiro "beco estreito" no que diz respeito ao seu futuro político, se é que existirá algum. Pois se pensarmos juntos e avaliarmos suas condições, sabemos que se for para os braços de Eduardo, poderá ser vítima de isolamentos futuros. Muito embora possa aparentar que não -Mas quem conhece o jogo sabe como funciona - e se continuar no rumo de seu grupo JARBISTA terá que encarar a imposição de levar nas costas a campanha de SERRA.



Sabendo disso e, já esperando esta decisão, TOINHO ABREU e o PT municipal começou a sair hoje da prefeitura. Não por uma estratégia, porém, por mais uma quebra de acordo do prefeito, ou seja; Segundo TOINHO ABREU, seu partido desde quando costurou a coligação com o PMDB deixou claro que não apoiaria os candidatos do líder executivo, por uma questão lógica, o mesmo de início concordou, pois precisava do PT para simplesmente usar a foto de LULA, no entanto, não foi o que sucedeu após findar-se o primeiro turno. Hoje mesmo, como já citado, TOINHO ABREU recebeu a notícia que estava fora do quadro da PREFEITURA DE ABREU E LIMA.


Indagado sobre o fato, TOINHO ABREU disse está tranquilo e que procurará, como sempre fez, seguir o direcionamento do partido e construirá junto com HUMBERTO COSTA um novo projeto para nossa cidade. Apontando o mesmo sua futura candidatura.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

LUTO



É COM PROFUNDO PESAR E CONSTERNAÇÃO QUE COMUNICAMOS AO POVO ABREULIMENSE UM GRAVE "ACIDENTE" ENVOLVENDO DUAS COLIGAÇÕES, QUE OCORREU NESTE DOMINGO, 03 DE OUTUBRO, APROXIMADAMENTE ÀS 17h30.

"VITIMANDO" OS SEGUINTES:
MARCO ANTÔNIO DE OLIVEIRA MACIEL ( EX-SENADOR DA REPÚLICA)
TEREZINHA DE JESUS ALVES BEZERRA (EX- DEPUTADA ESTADUAL TEREZINHA NUNES)
MAS O QUE FICOU GRAVEMENTE FERIDO FOI O SENHOR, JARBAS DE ANDRADE VASCONCELOS (JARBAS VASCONCELOS, POR ENQUANTO, SENADOR DA REPÚBLICA).
O MESMO FOI "ALVEJADO" POR UMA RAJADA DE APROXIMADAMENTE 3.000.000 DE VOTOS DE CALIBRE PONTO 40.

NOSSAS CONDOLÊNCIAS.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

PARTICIPE DA LUTA PELA REFORMA AGRÁRIA

O MST vem para as cidades nesta semana pedir apoio, mais uma vez, a todos os trabalhadores e trabalhadores em defesa da Reforma Agrária.

Queremos apresentar uma proposta de novo modelo para agricultura brasileira, que de fato distribua a terra, ajude a gerar emprego, produzir alimentos de qualidade e a preços acessíveis aos brasileiros.

O Movimento tem como objetivo principal a luta pela democratização da terra. O Brasil tem uma das maiores concentrações de terra do mundo: mais de 43% das terras agricultáveis do país estão nas mãos de 1% de latifundiários (cerca de 50 mil proprietários, enquanto 4 milhões de famílias não tem terra para trabalhar).

Nós avaliamos que, para distribuir parte das terras improdutivas, é necessário fazer um processo massivo de Reforma Agrária. Dessa forma, as condições de vida da população das cidades também vai melhorar.

Defendemos uma Reforma Agrária Popular, com a criação de agroindústrias, que possam gerar renda e criar empregos no meio rural, com a construção de escolas e universidades de boa qualidade, possibilitando que a população permaneça no campo e tenha boas condições de vida.

A nossa luta incansável faz dos Sem Terra vítimas de uma grande campanha de criminalização da mídia e dos latifundiários por defender a bandeira da divisão da terra . Há uma tentativa de transformar o MST em culpado pelos crimes causados pelo latifúndio do agronegócio.

Nós viemos às cidades e vamos sair às ruas para denunciar o agronegócio pela destruição da natureza, pelo uso de grande quantidade de veneno - que além de destruir o solo envenena a população – e pela expulsão do homem e da mulher do campo.

Queremos também denunciar o uso de trabalho escravo nas áreas de produção do agronegócio. Um crime como esse não pode ficar impune e essas terra devem ser distribuídas para a Reforma Agrária.

Ajude a defender a Reforma Agrária. Dividir a terra é contribuir com a melhoria das condições de vida dos trabalhadores do campo e da cidade.

Defender a Reforma Agrária é lutar pela preservação do meio ambiente e pelo fim da violência no campo, produzida pelas grandes empresas capitalistas e pelo latifúndio.

Participe dessa luta. Vista o boné do MST e ajude a defender essa bandeira, que não é só dos camponeses, é sua também.

Viva Reforma Agrária! Viva o povo brasileiro!

Secretaria Nacional do MST

quinta-feira, 8 de julho de 2010

IMAGINE - LETRA DA MÚSICA DE JOHN LENNON

Imagine que não há paraíso
É fácil se você tentar
Nenhum inferno abaixo de nós
E acima de você apenas o céu
Imagine todas as pessoas
Vivendo para o hoje
Imagine não existir países
Não é difícil de fazê-lo
Nada pelo que lutar ou morrer
E nenhuma religião também
Imagine todas as pessoas
Vivendo a vida em paz
Talvez você diga que
eu sou um sonhador
Mas não sou o único
Desejo que um dia
você se junte a nós
E o mundo, então, será como um só
Imagine não existir posses
Surpreenderia-me se você conseguisse
Sem ganância e fome
Uma irmandade humana
Imagine todas as pessoas
Compartilhando o mundo
Você pode dizer
Que eu sou um sonhador
Mas não sou o único
Desejo que um dia
Você se junte a nós
E o mundo, então, será como um só

quarta-feira, 26 de maio de 2010

CONVITE

PALESTRA: A LUTA DOS TRABALHADORES NA ATUALIDADE.
COM O LANÇAMENTO DO LIVRO - A POLÍTICA SINDICAL DO PCdoB - de JOÃO BATISTA LEMOS. SENDO O LANÇAMENTO REALIZADO POR NIVALDO SANTANA, DO COMITÊ CENTRAL DO PCdoB E VICE PRESIDENTE NACIONAL DA CTB.

DATA: QUINTA - FEIRA, 27 DE MAIO DE 2010.
HORA: 18h30.
LOCAL: CÂMARA DE VEREADORES DO RECIFE ( SALÃO NOBRE)
COM A PRESENÇA DO VICE PREFEITO DE NOSSA CIDADE, DR. MARCOS.

VOCÊ É NOSSO CONVIDADO!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

LIXÃO DE ABREU E LIMA PARTE II

* Por Wellington JK
Após ato de protesto realizado nesta quinta-feira, dia 13 de maio, às 10 horas da manhã em frente a Prefeitura com o fechamento da Av. Duque de Caxias por 40 minutos os catadores de lixo do recém fechado lixão de Abreu e Lima, coordenados pelo Senhor Fábio Junior José da Costa (Cebola) e comissão tiveram como:"não" resposta do poder público municipal com relação aos desempregados que ficaram à deriva após o fechamento do lixão. Ou seja, em nossa última matéria com o suporte do nosso video, o secretário de Agricultura Fernando junto com o secretário de Planejamento Carlos Cardoso, prometeram já há três semanas, desde o fechamento do lixão, segundo consta em documento expedido pela Prefeitura ao Ministério Público incluir os desamparados do lixão no projeto social de cesta básica como medida urgente e em outros projetos sociais. Pura demagogia!!! Pois até a presente data nada cumpriu a Prefeitura municipal, causando assim a revolta e indignação daqueles que suas barrigas não podem esperar. Não obstante sem exitar a coordenação dirigiu-se ao Ministério Público da cidade para efetuar denuncia contra a prefeitura.
Estamos aguardando respostas imediatas, até segunda-feira.
Do contrário os mesmos garantem voltar à Prefeitura para reivindicarem o que lhes fora prometido.

Nós do Abreu e Lima em Foco e do Movimento dos Trabalhadores sem Teto de Pernambuco somos solidários e estaremos empenhados em mais esta luta por justiça social.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

VIVA A ABOLIÇÃO!!!!!!


Em 13 de maio de 1888, o governo imperial rendeu-se às pressões e a princesa Isabel de Bragança assinou a lei Áurea, que extinguiu a escravidão no Brasil. A decisão desagradou aos fazendeiros, que exigiam indenizações pela perda de "seus bens". Como não as conseguiram, aderiram ao movimento republicano. Ao abandonar o regime escravista, o Império perdeu uma coluna de sustentação política. O fim da escravatura, porém, não melhorou a condição social e econômica dos ex-escravos. Sem formação escolar ou uma profissão definida, para a maioria deles a simples emancipação jurídica não mudou sua condição subalterna nem ajudou a promover sua cidadania ou ascensão social.
A lei Áurea foi o coroamento da primeira mobilização nacional da opinião pública, na qual participaram políticos e poetas, escravos, libertos, estudantes, jornalistas, advogados, intelectuais e operários
Original do Diário Oficial de 14 de maio de 1888, com a lei 3353, abolindo a escravidão no Brasil.
Esse 13 de maio, (que já foi feriado nacional durante a República Velha), da princesa Isabel de Bragança (filha do Imperador Dom Pedro II), que estudamos na escola primária é o 13 de maio da doação da liberdade, e ressalta o apoio dado por muitos brancos da época à abolição da escravatura.
Os militantes do atual movimento negro no Brasil evocam um outro 13 de maio, que vê a abolição, em 13 de maio de 1888, como sendo um "golpe branco" visando frear o avanço da população negra, na época, um minoria oprimida.
Num terceiro enfoque, o 13 de maio é visto como conquista popular. Nesse enfoque se devem centrar os debates modernos, que encarem o problema negro como problema nacional. Todo o processo da abolição no Brasil foi lento e ambíguo, pois, como afirma José Murilo de Carvalho: "A sociedade estava marcada por valores de hierarquia, de desigualdade; marcada pela ausência dos valores de liberdade e de participação; marcada pela ausência da cidadania", e mostra ainda José Murilo que não eram apenas grandes fazendeiros que possuíam escravos. Diz ainda o mesmo historiador:

Era uma sociedade em que a escravidão como prática, senão como valor, era amplamente aceita. Possuíam escravos não só os barões do açúcar e do café. Possuíam-nos também os pequenos fazendeiros de Minas Gerais, os pequenos comerciantes e burocratas das cidades, os padres seculares e as ordens religiosas. Mais ainda: possuíam-nos os libertos. Negros e mulatos que escapavam da escravidão compravam seu próprio escravo se para tal dispusessem de recursos. A penetração do escravismo ia ainda mais a fundo: há casos registrados de escravos que possuíam escravos. O escravismo penetrava na própria cabeça escrava. Se, é certo que ninguém no Brasil queria ser escravo, é também certo que muitos aceitavam a ideia de possuir escravo.

— José Murilo de Carvalho
Escreve ainda o mesmo autor, ao comentar a "carga de preconceitos que estruturam nossa sociedade, bloqueiam a mobilidade, impedem a construção de uma nação democrática":

A batalha da abolição, como perceberam alguns abolicionistas, era uma batalha nacional. Esta batalha continua hoje e é tarefa da nação. A luta dos negros, as vítimas mais diretas da escravidão, pela plenitude da cidadania, deve ser vista como parte desta luta maior. Hoje, como no século XIX, não há possibilidade de fugir para fora do sistema. Não há quilombo possível, nem mesmo cultural. A luta é de todos e é dentro do monstro.

— José Murilo de Carvalho
O documento original da Lei Áurea, assinado pela Princesa Isabel, encontra-se atualmente no acervo do Arquivo Nacional, na cidade do Rio de Janeiro.

terça-feira, 4 de maio de 2010

É O FIM DO LIXÃO DE ABREU E LIMA. MAS COMO FICARÁ QUEM DELE TIRAVA SEU SUSTENTO?

*Por Wellington JK

A prefeitura atendeu ao pedido da população dos bairros de Iamã e Matinha fechando o lixão. Até ai tudo bem. Mas nossa maior preocupação e questionamento é como ficará, em questões de amparo, aqueles que já em condições precárias tiravam dali seu sustento?

Essa é a pergunta que não quer e, não permitiremos calar. Uma comissão foi organizada para estar presentes na próxima quinta feira na câmara de vereadores para tratar de providências via legislativo e ministério público. O Movimento de Lutas nos Bairros Vilas e Favelas junto com outras forças sociais estarão presentes nessa luta.

Agradecemos a um militante social e atuante em seu bairro na associação de moradores o amigo Fábio Júnior (Cebola do PCdoB)

*Wellington JK é estudante de História e coordenador municipal do MLB/PE.

domingo, 2 de maio de 2010

A HISTÓRIA DO 1º DE MAIO, O DIA GLORIOSO DOS TRABALHADORES

Em 1886, realizou-se uma manifestação de trabalhadores nas ruas de Chicago nos Estados Unidos da América.
Essa manifestação tinha como finalidade reivindicar a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias e teve a participação de milhares de pessoas. Nesse dia teve início uma greve geral nos EUA . No dia 3 de Maio houve um pequeno levantamento que acabou com uma escaramuça com a polícia e com a morte de alguns manifestantes. No dia seguinte, 4 de Maio, uma nova manifestação foi organizada como protesto pelos acontecimentos dos dias anteriores, tendo terminado com o lançamento de uma bomba por desconhecidos para o meio dos policiais que começavam a dispersar os manifestantes, matando sete agentes. A polícia abriu então fogo sobre a multidão, matando doze pessoas e ferindo dezenas. Estes acontecimentos passaram a ser conhecidos como a Revolta de Haymarket.
Três anos mais tarde, a 20 de Junho de 1889, a segunda Internacional Socialista reunida em Paris decidiu por proposta de Raymond Lavigne convocar anualmente uma manifestação com o objectivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diário. A data escolhida foi o 1º de Maio, como homenagem às lutas sindicais de Chicago. Em 1 de Maio de 1891 uma manifestação no norte de França é dispersada pela polícia resultando na morte de dez manifestantes. Esse novo drama serve para reforçar o dia como um dia de luta dos trabalhadores e meses depois a Internacional Socialista de Bruxelas proclama esse dia como dia internacional de reivindicação de condições laborais.
Em 23 de Abril de 1919 o senado francês ratifica o dia de 8 horas e proclama o dia 1 de Maio desse ano dia feriado. Em 1920 a Rússia adota o 1º de Maio como feriado nacional, e este exemplo é seguido por muitos outros países. Apesar de até hoje os estadunidenses se negarem a reconhecer essa data como sendo o Dia do Trabalhador, em 1890 a luta dos trabalhadores estadunidenses conseguiu que o Congresso aprovasse que a jornada de trabalho fosse reduzida de 16 para 8 horas diárias.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

BEIJO, UM SÍMBOLO DE TRAIÇÃO

*Por Wellington JK
“Ora, o TRAIDOR lhes tinha dado este sinal: Aquele a quem eu BEIJAr, é esse, prendei – o.
E logo, aproximando – se de Jesus, lhe disse: Salve, mestre! E o BEIJOU."
Mateus: 26. 48 – 49.

É bem verdade que Judas o Iscariotes, nada mais fez do que cumprir o papel que lhe foi dado por missão a cumprir, mesmo que ele não soubesse. Mesmo assim cumpriu com a profecia messiânica que veio a dar o encaminhamento das histórias da VIA CRUCIS que conhecemos.
Usando com muito respeito essa passagem das escrituras sagradas, conseguimos interpretar e compreender, um dos conceitos mais repugnantes de nossa sociedade que é a TRAIÇÃO.

A traição nunca foi, é e será aceita por ninguém, ou por nenhum grupo social, filosófico, político ou religioso. Pois quem entre se, gostaria de ter um TRAIDOR? Exatamente, ninguém.
Pois foi pelos traidores que batalhas importantes e com verdadeiras chances de vitória foram derrotadas, é por causa deles que muitas empresas falem e é também por causa deles que o POVO SOFRE dia após dia esperando melhoras na sociedade que nunca chegam.

O ato de BEIJAR, nesta passagem que utilizamos, ficou conhecido como o símbolo da maior TRAIÇÃO da humanidade, segundo a história cristã. Porém em Abreu e Lima temos outro exemplo, não em dizer que o prefeito traiu o seu tio. Mas que o prefeito traiu o seu povo, aqueles que com ele conviveram, brincou e viveu até antes de se tornar quem agora mostra ser. Este também é um grande exemplo, que infelizmente vem ganhando novos seguidores, em especial na Câmara de Vereadores, quando formado o grupo G5 para tentar dar um novo ar de resgate ao respeito parlamentar e prática da política como ela se constitui, ou seja em seus poderes independentes, surge ali no meio um que sem nenhuma preocupação com o futuro da cidade, mas apenas pensando em seu próprio e de sua equipe, trocou um plano coletivo por o que virá a ser para si mesmo um desastre futuro. Pois este, agora só terá de Abreu e Lima o descrédito e a rotulação que lhe compete como mais um, a exemplo de seu chefe
TRAIDOR DO POVO.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

CARTA DE Dr.MARCOS AO POVO DE ABREU E LIMA

O Prefeito de Abreu e Lima decidiu, por conta própria, quebrar o acordo feito com o Dr. Marcos antes das eleições 2010 e exonerou-o do cargo de Secretário Municipal de Saúde, alegando alguns motivos que, de tão inverídicos, insignificantes e hipócritas, levam o PCdoB e o Dr. Marcos a esclarecer para população de Abreu e Lima, a verdade sobre os fatos.
A verdade é que o Prefeito – autoritariamente, sem respeitar a independência do poder legislativo em nosso país e desrespeitando a autonomia dos Vereadores – queria que a Câmara aprovasse uma Lei que tiraria poderes do Secretário de Saúde e desestruturaria mais ainda os serviços de Saúde de nossa cidade, prejudicando todo o povo. Serviços que o Dr. Marcos, com muita garra, tem lutado para estruturar nesses 15 meses em que esteve à frente da Secretaria de Saúde. A maioria dos Vereadores votou contra o projeto e a favor do povo de Abreu e Lima. Isso enraiveceu o Prefeito com sua sede de poder, que perdido, creditou a derrota ao Dr. Marcos, que sempre lhe foi leal, mas que
sempre respeitou os Vereadores da cidade, não se intrometendo em seus assuntos.
Verdade é também, que o Prefeito rompeu com o Secretário de Saúde por que queria obrigá-lo a apoiar José Serra, Jarbas e Terezinha Nunes, nas eleições 2010. Ora, o Dr. Marcos apoiou, em 2006, o Presidente Lula e Humberto Costa no Primeiro turno, passando a apoiar Eduardo Campos no Segundo Turno. O Presidente Lula e as forças políticas que o apóiam são responsáveis pelas maiores mudanças econômicas e sociais da história do nosso país e do estado de Pernambuco. No seu governo, milhões de pessoas saíram da miséria e entraram na categoria de população economicamente ativa. No governo Lula, o Brasil passou a ser respeitado em todo o mundo, sendo ele mesmo considerado “O Cara”, o governate mais popular do planeta. No seu governo, o Estado de Pernambuco, governado por Eduardo Campos, recebeu o maior volume de investimentos públicos e privados de sua história, gerando empregos e fazendo desenvolver várias cidades, inclusive Abreu e Lima, apesar da constante oposição do Prefeito municipal ao Governo federal e ao governo estadual. Agora o Prefeito quer obrigar o Dr. Marcos e seu grupo político a trair o povo e apoiar os seus candidatos que nunca fizeram nada pela nossa cidade a não ser participar das comemorações como se fossem os autores das mudanças, enganando o povo e sempre representando o atraso, a exclusão social, a diminuição dos direitos da população e dos trabalhadores e a submissão do País. O Dr. Marcos se negou a trair o povo, se negou a trair o Presidente Lula, se negou a trair o Governador Eduardo Campos, se negou a trair o seu Partido e decidiu caminhar rumo ao aprofundamento das mudanças para o Brasil, apoiando a candidata do Presidente, Dilma Rousseff e a reeleição do Governador Eduardo Campos, além dos deputados e senadores comprometidos com o novo projeto nacional de desenvolvimento, iniciado no Governo Lula.

O Dr. Marcos acredita no novo Brasil e em uma nova Abreu e Lima que estão florescendo e sabe respeitar o povo e as diferenças de opiniões entre as pessoas, por isso o Prefeito rompeu com o Dr. Marcos.
Essa é a verdade sobre os fatos.

Abreu e Lima, 10 de abril de 2010

Dr. Marcos

Comitê Municipal do PCdoB

VEJA muda posição, defende Serra e... Dilma.

Hamilton Octavio de Souza
No editorial da última edição (21.04.10), a publicação semanal da Editora Abril, porta-voz da direita mais raivosa, elogia o governo e deixa claro que tanto faz Dilma ou Serra na presidência
A capa da revista é a cara do José Serra, recém lançado candidato do PSDB, DEM e PPS para a Presidência da República. Mas o editorial da revista faz questão de explicar que, da mesma forma, quando o Congresso Nacional do PT sacramentou Dilma Rousseff como candidata, a Veja a colocou na capa e fez matéria com ela.
A tentativa de demonstrar uma "cobertura equilibrada" para os dois candidatos (Dilma e Serra) causa, evidentemente, algum estranhamento. Não tem sido do feitio da publicação enfatizar ponderação sobre os assuntos pautados. Menos ainda dar satisfação aos seus leitores de que procura agir sem partidarismos.

Ao contrário, quem acompanha a revista, mesmo superficialmente, sabe que há anos se tornou porta-voz do que há de mais atrasado, reacionário e truculento na política brasileira. Jogou no lixo os postulados mínimos do próprio jornalismo liberal e comercial, e adotou o formato de panfleto editorializado para atacar movimentos sociais populares, partidos de esquerda, personalidades, lideranças políticas e propostas do campo democrático e progressista.

No editorial desta semana, no entanto, a revista adota uma nova postura em relação ao governo, à candidata do PT e ao processo eleitoral. Já se sabia que a revista - por sua posição histórica e afinação com a grande mídia corporativa - apoiaria o candidato do PSDB-DEM-PPS de qualquer maneira. O que é novidade é colocar a candidata Dilma no mesmo nível de igualdade e tratamento. Junto com o editorial, a foto mostra Serra e Dilma juntos, abraçados e sorridentes. Abaixo, a seguinte legenda: "Um deles vai ser presidente em 2011, herdando um Brasil democrático e de economia exuberante". No final, o editorial conclui: "Dilma ou Serra, como se vê, terá a partir de 2011 doses igualmente inebriantes de oportunidades e desafios". Leia editorial na íntegra abaixo.

Essa mudança na linha política da revista tem relevância no cenário eleitoral e precisa ser analisada e entendida. Alguns podem interpretar que a Veja se rendeu ao reconhecimento de que mais de 70% da população aprovam o governo Lula. Outros podem interpretar que a Veja decidiu retomar o caminho do jornalismo ético - perdido em algum momento de sua história. É possível interpretar também que a Veja, que faz parte de uma empresa que se articula e é sustentada por outras empresas, segue orientação de setores do capital, para os quais Dilma e lulismo não representam qualquer ameaça e temor.

Assim, pode-se conjecturar que a direita ideológica, que faz a disputa política com base na visão de mundo, se rendeu à direita econômica, constituída pelo empresariado que tem posição muito pragmática sobre os governos petistas. Esse empresariado, diferentemente dos cães de guarda que povoam a mídia do sistema, sabe que o governo da Dilma, a exemplo do governo Lula, não vai regatear no atendimento das demandas concretas das elites econômicas.

Tudo indica que a Veja incorporou o discurso dos marqueteiros de Serra sobre o pós-Lula. Afinal, o que é o pós-Lula? Só pode ser, na visão da direita, a síntese dos oito anos de FHC e dos oito anos de Lula, a consolidação do modelo econômico (neoliberal com forte estímulo do Estado e compensações sociais) que tem proporcionado a "exuberância" do capital. O pós-Lula, segundo a Veja, pode ser tocado por Dilma ou Serra, tanto faz - desde, é claro, que os setores e as propostas da esquerda sejam devidamente combatidos e isolados.

Tanto é verdade, que na própria edição de aceitação da Dilma, em outra matéria, a revista bate pesado no assessor presidencial Marco Aurélio Garcia, considerado (na boca de uma fonte) representante da "extrema esquerda do PT".

A se confirmar, na prática, a nova postura da Veja, é possível prever alguns desdobramentos: parte do lulismo vai comemorar esse reforço da direita na campanha eleitoral e provavelmente vai reduzir a artilharia contra a revista e a mídia monopolista; as correntes de esquerda e os movimentos sociais combativos devem ser mais bombardeados do que já são e correm o risco de maior isolamento, perda de apoio e de solidariedade.

Finalmente, duas indagações cruciais: Até que ponto essa nova postura da Veja enfraquece a campanha de Serra e fortalece a campanha de Dilma? Vai ter alguma influência no futuro governo?

Hamilton Octavio de Souza é jornalista e professor da PUC-SP